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Maldição Hereditária. Ela é real?

Cor dos olhos, tipo de cabelo, personalidade e muitas outras coisas herdamos dos pais. Mas o que alguns cristãos acreditam é que podemos herdar muito além disso.

Existem famílias, por exemplo, com histórico de membros viciados, ou com sérios problemas na área emocional, ou até com doenças que passam de geração a geração.

Mas será que isso pode ser considerado uma maldição? Maldição hereditária existe? O pastor que dirige a Equipe de Libertação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Campo Grande (ELAD), Gilberto Maia, afirma que sim e explica como acontece: Acontece por muitos meios, o principal é a iniquidade, pois as consequências são desastrosas para quem a pratica.

A maldição hereditária age como um genoma espiritual, assim como o filho herda dos pais o DNA, assim também é no mundo espiritual. Um grande exemplo bíblico está nos consecutivos erros que o rei Davi cometeu com Bate-Seba. Os filhos de Davi cometeram os mesmos erros”, explica.

O pastor ainda faz menção de Genesis 15.13, quando o Senhor castiga Abraão pela desobediência de ter descido ao Egito e conta que a geração dele ficaria 400 anos no mesmo Egito ao qual ele não deveria ter descido. “Nasceu Isaque e nada aconteceu, nasceu Esaú e Jacó e nada aconteceu.

Dos filhos de Esaú nada aconteceu. Mas José, filho de Jacó e bisneto de Abraão, foi para o Egito e lá ficou 400 anos, ele e todas as gerações que nasceram ali, até que se cumprissem os 400 anos.

Observe que pessoas inocentes nasceram dentro do cativeiro, viveram e morreram e nunca viram a liberdade. O próprio José morreu no Egito e quem errou com Deus foi Abraão”, complementa.

Quando se fala a respeito de maldição hereditária, muitos cristãos citam Êxodo 20.5 para afirmarem que ela é real: “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

Segundo o pastor da Comunidade Cristã Betesda, Rivelino Márcio, baseado nesse texto de Êxodo, a maldição hereditária só acontece na vida do não cristão. “Em Números 23.20 também diz como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Se Deus abençoou não pode ser amaldiçoado.

A Bíblia não me dá base para acreditar em maldição hereditária na vida do crente”, diz. O pastor ainda afirma categoricamente que não existe maldição na vida de quem tem Jesus como Senhor. “Não há maldição na vida do crente. Cada um é responsável por seus próprios atos.

O texto de Ezequiel 18.2 é claríssimo, ninguém paga a dívida de ninguém. Cada um responderá de maneira singular por seu próprio pecado.

Não acredito que na vida do cristão exista essa transferência de pecado ou transferência de maldição”, esclarece.

Segundo o pastor Gilberto Maia, a maldição pode ser uma herança familiar tanto na área física como na espiritual. Ele ainda fala que há vários casos na Bíblia onde Jesus curou e libertou pessoas assim. Gilberto ressalta que o homem tem duas naturezas: a física e a espiritual; portanto, as duas podem sofrer maldição.

O pastor ainda diz que é preciso observar os casos que se repetem, de geração em geração, em uma família, para identificar uma maldição hereditária.

O pastor Rivelino explica que, para identificar se existe maldição na vida de um ímpio, é preciso fazer um mapeamento, um histórico da família, que, assim como a Bíblia fala muito sobre genealogia, às vezes é necessário fazer uma árvore genealógica dos comportamentos.

Em algumas igrejas, existem campanhas de “quebra de maldição”, onde crentes participam e pedem que Deus “quebre” algo na vida deles e dos familiares.

Mas o pastor Rivelino Márcio é totalmente contra essa prática. “Eu não preciso quebrar maldições. Eu preciso reconhecer é que houve uma influência satânica na minha vida pelos meus antepassados e me entregar para Jesus. O sacrifício de Jesus já foi suficiente.

Existem pessoas que estão quebrando maldições todas as semanas, todos os dias, e eu, particularmente, não acredito nisso. O texto de Isaías 53 é claro em dizer que o Senhor levou todo mal que era sobre nós. Não acredito que o crente precise ficar quebrando maldições, quando ele aceitou Jesus ele confessou isso, já foi liberto”, garante o pastor.

O pastor ainda pontua que o crente pode adquirir maldições quando faz a obra do Senhor relaxadamente (Jeremias 48.10) e quando não dá o dízimo (Malaquias 3.11). “Existem maldições que eu adquiro quando não dou o dízimo. Não as recebi dos meus pais, eu as contraí”, exemplifica.

Existe outra questão que também deve ser levada em conta: o peso espiritual de proferir palavras de maldições na vida de alguém e o peso espiritual em profetizar bênçãos. A Palavra de Deus orienta sobre o poder das palavras.

O pastor Gilberto Maia lembra que em Provérbios 18.21 diz que a morte e a vida estão no poder da língua, e a pessoa que a bem utiliza colhe do seu fruto.

O pastor Rivelino Márcio também reforça o cuidado que o cristão deve ter com as palavras. “Na boca do cristão há poder para abençoar e amaldiçoar. Devemos ter sabedoria e prudência para fazer somente o que o Senhor quer de nós”, aconselha.

Fonte: regionalevangelico/Daniella Fernandes – 14 de Julho de 2018

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