Márcio Ezequiel

A Riqueza da Perdiz

A perdiz é uma especie de faisão, e em língua hebraica

“Como a perdiz que choca os ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas por meios injustos; na metade de sua vida elas o abandonarão, e no fim ele acabará como um tolo.” (Jeremias 17:11)

A perdiz é uma especie de faisão, e em língua hebraica, significa “chamador”. Quando ela se espanta, ela produz um som que chama a atenção.

Quando ela é caçada, oculta-se atrás de rochas e de outros obstáculos, e procura esconderijos em fendas de rochas ou em lugares similares para se ocultar, Davi, mudando de esconderijo em esconderijo no seu empenho de fugir da implacável perseguição do Rei Saul, comparou-se a uma “perdiz sobre os montes”:

“O rei de Israel saiu à procura de uma pulga, como alguém que caça uma perdiz nos montes”.
(1Samuel 26:20)

Deus usa a Jeremias, para fazer uma analogia da figura da perdiz com a prosperidade do ímpio:

“Como a perdiz que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas por meios injustos; na metade de sua vida elas o abandonarão, e no fim ele acabará como um tolo.” (Jeremias 17:11)

De acordo com uma crença popular, a “perdiz” costumava chocar ovos que não havia posto. Quando os filhotes percebiam a diferença , abandonavam a ave que se fazia mãe.

O Senhor esta dizendo, que a prosperidade dos ímpios são ilusão tola. Infelizmente, a um falso “evangelho” pregado nos nossos dias, que atrelam a prosperidade material a uma vida espiritual bem sucedida.

Tive o desprazer de certa vez, ouvir um pregador desse falso “evangelho”, comparar as pessoas com aquisições matériais como carros, casa própria e etc… Ele as comparou com pessoas cujo o reino de Deus tivesse de fato, chegado ate elas. E deixou bem claro, que quem não tinha nenhum desses bens citados acima, não tinham recebido os reino de Deus ainda.

A pretensiosidade frenética, a arrogância, o hedonismo e a busca de alto lucupletação ( ação de aumentar o patrimônio próprio em detrimento de alguem), tem levado esses “pregadores” ao ridículo e a loucura.

Os que confiam em si mesmos, tendo suas conquistas como meros esforços atribuídos a seu braço (Jeremias 17:5), não glorificam a Deus e imputam a ele o real motivo de sua respctiva prosperidade. A bíblia os compara a uma arvore solitária no deserto:

“Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável”.
(Jeremias 17:6)

O que a bíblia está dizendo, é que quando as bênçãos de Deus forem derramadas, os incrédulos e arrogantes, não receberão absolutamente nada

“e não verá quando vier o bem;” (Jr 17:6).

Eles enxegarão os justos desfrutarem das bênção do Eterno; mas eles não terão parte. Olhem, o que o verdadeiro evangelho diz acerca da verdadeira prosperidade:

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
(Romanos 14:17)

“Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
(Mateus 6:33)

“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
(1 Coríntios 15:19)

“Quem confia em suas riquezas
certamente cairá,
mas os justos florescerão
como a folhagem verdejante.
(Provérbios 11:28)

“Não esgote suas forças
tentando ficar rico;
tenha bom senso! As riquezas desaparecem
assim que você as contempla;
elas criam asas
e voam como águias pelo céu.
(Provérbios 23:4-5).

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.”
(Mateus 6:19-21).

Eu quero ser daqueles que vêem as bênçãos de Deus e desfrutam delas. Quero ser como diz o livro de Deus:

“Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.”
(Jeremias 17:).

Fonte: Cedo Venho / Pr. Márcio Ezequiel(Teólogo e conferêncista) – 15/02/2017

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