DestaqueEntretenimentoMúsica

Bob Marley clamou a Jesus em seu leito de morte; relembre sua história

No fim de sua vida, o cantor Bob Marley deixou de lado as influências rastafári e entregou sua vida a Cristo.

Bob Marley se tornou o grande ícone do reggae e foi responsável por popularizar a filosofia rastafári. O que muitos não sabem é que antes de sua morte, em maio de 1981, o cantor se converteu ao cristianismo e foi batizado.

Marley foi criado no catolicismo, mas aos 21 anos tornou-se adepto do movimento rastafári, que proclama Haile Selassie (imperador da Etiópia falecido em 1975) como Messias e defende o retorno dos negros para a África.

Embora Bob Marley tenha cantado sobre a vida de um “rasta”, Abuna Yesehaq, arcebispo da Igreja Ortodoxa Etíope, que morreu em 2005, admitiu ter batizado o cantor cerca de um ano antes de sua morte. Marley faleceu aos 36 anos em um hospital em Miami, vítima de um melanoma maligno, o mais grave tipo de câncer de pele.

Em 1984, Yesehaq fez uma entrevista para a revista Sunday, da Jamaica Gleaner, na qual ele falou sobre o desejo de Marley de se tornar cristão muito antes de sua morte.
“Bob era realmente um bom irmão, um filho de Deus, independentemente de como as pessoas olhavam para ele”, disse Yesehaq. “Ele tinha o desejo de ser batizado há muito tempo, mas havia pessoas próximas a ele que o controlavam e que estavam alinhadas com um aspecto diferente do Rastafari. Mas ele vinha à igreja regularmente”.

Na entrevista, Yesehaq rejeitou as alegações de que o câncer terminal foi o grande motivo para Marley ter se entregado a Jesus Cristo.

“Quando ele visitou Los Angeles, Nova York e Inglaterra, ele pregou a fé ortodoxa, e muitos membros dessas cidades vieram à Igreja por causa do Bob”, disse Yesehaq. “Muitas pessoas pensam que ele foi batizado porque sabia que estava morrendo, mas não é assim. Ele fez isso quando não havia mais nenhuma pressão sobre ele, e quando ele foi batizado, ele abraçou sua família e chorou, todos choraram juntos por cerca de meia hora”.

Judy Mowatt, uma cantora de reggae e gospel que era back vocal de Marley no grupo I Threes, falou sobre a conversão do artista ao cristianismo em uma entrevista à rádio Cross Rhythms. Na ocasião, Mowatt conversou com sua ex-companheira de banda e esposa de Marley, Rita, sobre o falecido músico ter clamado a Jesus Cristo em seu leito de morte.

“Quando Bob estava em seu leito de morte, sua esposa, Rita, me ligou e me disse que Bob estava com uma dor excruciante, estendeu a mão e disse: ‘Jesus, me leve!’. Eu fiquei me perguntando: ‘Por que Bob disse Jesus e não Selassie?’”, questionou Mowatt. “Então eu conheci um amigo e ele disse que sua irmã, que é cristã, era enfermeira no hospital onde Bob estava internado antes de falecer, e ela o levou ao Senhor Jesus Cristo. Então, quando Rita o viu dizendo ‘Jesus, me leve’, ele já havia recebido o Senhor Jesus Cristo em sua vida”.

Nova convicção

Segundo o jornalista Andre Huie, Haile Selassie e Jesus Cristo são considerados opostos na fé rastafári. “Confessar a Cristo é a maior blasfêmia do rastafarianismo — é como sacrificar a vaca sagrada [na Índia]”, contou ao site da igreja Gospel City

Huie revelou que teve uma breve conversa com o produtor musical Tommy Cowan, que era um amigo próximo de Bob Marley. Cowan se converteu ao cristianismo em 1996 e passou a trabalhar na produção de músicas cristãs na Jamaica, dentro do segmento do reggae.

“Bob Marley, é claro, era uma pessoa muito talentosa. Você provavelmente pode dizer que ele nunca fez uma música ruim e você sabe que os dons vêm do Senhor”, disse Tommy à Huie. “O próprio Bob Marley, antes de morrer, foi batizado em nome do Senhor Jesus Cristo”, declarou com convicção.

Cowan ainda citou uma das últimas canções de Marley, que declara que “eles crucificaram meu Jesus Cristo e venderam Marcus Garvey como arroz”. Garvey era um político jamaicano e hoje é considerado um herói popular.

De acordo com o site Lion of Zion, Bob Marley não conseguiu deixar nenhuma música gravada pós-conversão. No fim de sua vida, Marley teve um funeral cristão, que foi dirigido pelo arcebispo Abuna Yesehaq.

Fonte: The Christian Post – 05 de Dezembro de 2018

COMENTÁRIOS – O conteúdo dos comentários abaixo é de responsabilidade de seus autores e não representa a opinião deste portal.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar